sábado, 2 de junho de 2012

Infinitamente Mais




Faz algum tempo que não faço um post com alguma música. Mas hoje estava recordando algumas na minha playlist do Youtube, numa seção bem nostálgica (até porque não tenho curtido quase nada novo). Foi então que resolvi colocar uma música, de uma das melhores bandas gospel na minha opinião: Resgate.

A música que escolhi é Infinitamente Mais. Muito boa e me faz recordar a qualidade das músicas de alguns anos atrás. "Se eu olho pro chão eu vejo uma rocha, Pra colocar os pés a vida inteira". Esse é Jesus! Rocha eterna!

Ouça! Segue abaixo letra:

Infinitamente Mais
Resgate
Se eu olho pra trás não vejo mais nada
O Teu amor cobriu a multidão dos meus erros
Se eu olho pra dentro eu vejo um rio
O Teu amor encheu um grande vazio
Não há sombras do que um dia já foi
Só certeza do que ainda virá

CORO
De tudo que um dia alguém sonhou - Infinitamente Mais
De tudo o que o homem já pensou - Infinitamente Mais

Se eu olho pro céu eu vejo uma casa
O Teu amor pagou um alto preço
Se eu olho pro chão eu vejo uma rocha
Pra colocar os pés a vida inteira

Não há sombras
do que um dia já foi
só certeza do que ainda virá...

Fonte da letra: Vagalume


Top Five Maio/2012



Em um mês de poucas postagens (devido a trabalho, compromissos e diversos trabalhos e provas da faculdade), venho agradecer a audiência de todos, que vem mantendo este humilde blog firme pregando a palavra de Cristo.

Segue abaixo o Top Five do mês de Maio. Se você ainda não leu um destes posts, não perca tempo. Veja:



1º ) Senhor, Afasta de Mim Tudo Aquilo o Que Me Afasta de Ti (?)
Mensagem que busca analisar a frase acima e aquilo que tem tomado tempo em nossas vidas e o que temos feito e o que devemos fazer para ficarmos perto da vontade do Senhor.
Texto: Danilo Zanon
http://www.blogcruzvazia.com.br/2012/03/senhor-afasta-de-mim-tudo-aquilo-o-que.html


2º ) O que é Humildade?
Excelente texto, onde nos mostra 5 pontos cruciais apontados por Deus em sua palavra sobre humildade.
Texto: John Piper
http://www.blogcruzvazia.com.br/2012/05/o-que-e-humildade.html


3º ) Pasto presiza instudar?
Uma reflexão em torno do que temos visto na igreja. Uma ficção em formato de carta que nos leva a refletir sobre o tema do estudo de um pastor. Leia:
Texto: Pr. Renato Vargens
http://www.blogcruzvazia.com.br/2012/05/pasto-presiza-instudar.html


4º ) Não Aceite a Jesus
Vídeo muito bom de um parceiro meu de faculdade, que mostra com muito bom humor a diferença entre 'aceitar a Jesus' e ser 'transformado por Jesus'. Muito bom. Assista!
http://www.blogcruzvazia.com.br/2012/04/nao-aceite-jesus.html


5º ) Bendita Será a Tua Casa
Mensagem inspirada, que com base em Provérbios 14:11, cita quatro itens importantes a seguir para se ter uma casa abençoada por Deus.
Texto: Pr. Ismael P. Padom
http://www.blogcruzvazia.com.br/2012/05/bendita-sera-tua-casa.html


Essas foram as postagens mais acessadas no mês de maio/2012. Para saber o Top 15 do mês e o Top 30 geral, acesse a seção Top Posts.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

João 3:16



Quando um não crente pergunta para nós sobre a Bíblia, a tendência de um cristão é logo partir para utilizar-se do texto de João 3:16 como um resumo da mesma. Você sabe o porque disto? Tem noção sobre o contexto desta passagem? Já analisou para quem que este texto foi proferido? Quem falou este texto, você sabe?


"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."
João 3:16

O texto de João 3:16 faz parte da conversa, encontrada desde João 3:1 até João 3:21, na qual Jesus falava com Nicodemos que era um fariseu e, portanto, considerava que tanto as Leis (Pentateuco), Profetas e Escritos (ou seja todo o Velho Testamento conforme os Evangélicos crêem) eram a palavra de Deus. Neste mesmo encontro temos a também bastante conhecida passagem do “é necessário nascer de novo”. Nicodemos era um profundo conhecedor da Lei, reparem que Jesus chega a chamá-lo de Mestre. Portanto, faz todo o sentido a comparação que Jesus fez de Sua morte na cruz com a serpente levantada por Moisés no deserto conforme descrito no livro de Números.

"Por isso o povo veio a Moisés, e disse: Havemos pecado porquanto temos falado contra o SENHOR e contra ti; ora ao SENHOR que tire de nós estas serpentes. Então Moisés orou pelo povo. | E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela. | E Moisés fez uma serpente de metal, e pô-la sobre uma haste; e sucedia que, picando alguma serpente a alguém, quando esse olhava para a serpente de metal, vivia.” 
Números 21:7-9

Esta comparação foi feita com uma passagem que deveria ser de total conhecimento de Nicodemos. Vemos, portanto que o texto de João 3:16 faz parte de uma comparação que fica óbvia: todo o povo já está condenado (comparado com todo o povo já está picado pelas serpentes venenosas) e somente aquele que crer e olhar para a Cruz (comparado com todo aquele que cria e olhasse para a serpente) poderá ser salvo da morte (no caso das serpentes da morte física e no caso atual Jesus estava falando com relação a morte espiritual – eterna).

Este texto de João 3:16, portanto, é direcionado a quem já conhece o Antigo Testamento e que precisava de uma explicação sobre qual era o motivo pelo qual Deus havia mandado Seu Filho à Terra.

O texto também já adiantava sobre a morte de Jesus na Cruz. Isto indica que desde antes de todo ocorrido Jesus já sabia qual seria a Sua morte e como Ele venceria a mesma trazendo-nos a nossa bendita esperança.

Somente sendo o próprio Deus é que Jesus poderia de forma tão clara já saber como aconteceria Sua morte, como Ele venceria a mesma e como que nós, 2000 anos depois, ainda estaríamos olhando para a Cruz para sermos salvos da morte eterna que nos ronda. Isto é uma prova inequívoca de que Jesus é muito mais do que um simples profeta, muito mais do que um homem bom que viveu nesta Terra, Ele é Deus e comprova isto a cada palavra que proferiu.

Hoje em dia muitos questionam a divindade de Jesus. Muitos acreditam que Ele foi apenas um filósofo que viveu uma vida correta. Jesus é muito mais do que isto, Ele é o único que venceu a morte! Ele é o único que nos deu a chance de sermos salvos e esta chance foi claramente exposta na comparação feita com a passagem de Moisés no deserto.

Assim como na época de Moisés, se a pessoa não aceitasse olhar para a serpente levantada por Moisés esta pessoa seria morta pelo veneno que corria em seu corpo, assim também hoje em dia se a pessoa não aceitar olhar para Cristo levantado na Cruz também será morto pelos pecados que correm em seu corpo. Não há outra opção, se na época de Moisés alguém achasse que: “ah… a ideia é boa, realmente existe este caminho, mas eu vou olhar para as outras serpentes e também serei salvo” ou se alguém achasse: “ah… Deus é amor, Ele vai me salvar mesmo sem que eu olhe para a serpente levantada” estas pessoas seriam mortas pelo veneno que já corria em seus corpos. De igual forma, se hoje em dia alguém afirmar: “ah… Jesus foi um bom exemplo, realmente Ele mostrou um caminho, mas vou seguir a Buda, Confúcio, Maomé, Kardeck… e também serei salvo” ou se alguém acha que: “ah… Deus é amor, Ele vai me salvar mesmo sem que eu olhe para a cruz de Jesus” estas pessoas serão mortas pelo pecado que já corre em seus corpos, só que neste segundo caso é a morte eterna e a condenação ao inferno.

Se você não quer ser considerado louco, é bom pensar nesta correlação. Jesus é muito claro em sua afirmação e portanto não podemos negar que o único Caminho a única Verdade e a única chance de sermos salvos da morte eterna é Olharmos para a Cruz!

Por isto é que João 3:16 é um resumo da Bíblia. Ele apresenta todo plano de salvação dado por Deus para que não sejamos lançados no inferno. O plano é extremamente simples, mas igualmente vivo e eficaz. Somente Deus é que consegue fazer um plano tão perfeito. Com este pequeno versículo conseguimos compreender tudo que a Bíblia mostra, conseguimos compreender a queda do homem, a tendencia natura do ser humano para o pecado, a condenação resultante disto, o amor de Deus, o sacrifício de Jesus e tudo que precisa ser feito para termos a vida eterna.

Se você ainda acha que existe outros caminhos pense novamente no relato da passagem de Números 21 e não faça a escolha errada!

Autor: André Ricardo

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Como Ser um Refúgio para seus Filhos



Se papai está com medo, para quem o filhinho se voltará? Supõe-se que os pais são seguros; que eles sabem o que fazer, como resolver problemas, consertar as coisas e, mais importante do que tudo, como proteger os filhos dos perigos. Mas, o que acontece quando uma criança vê o medo na face de seu pai? O que acontece se o pai está tão atemorizado quanto a criança e não sabe o que fazer? Então, ela fica perturbada e sente pânico.

No entanto, se o pai é confiante, o filho têm um refúgio. Se o pai não está apavorado, e sim calmo e firme, todas as muralhas podem ruir; todas as ondas, quebrar-se; todas as serpentes podem sibilar; os leões, rugir; e os ventos, soprar, não haverá lugar mais seguro do que os braços do pai. O pai é um refúgio, enquanto está confiante. Esta é a razão por que Provérbios 14.26 diz: “Isso é refúgio para seus filhos”, se o pai tem forte confiança. A confiança do pai é um refúgio para o filho.

Pais, a batalha para sermos confiantes não é apenas a respeito de nós mesmos; é a respeito da segurança de nossos filhos. É uma batalha que se refere ao senso de segurança e felicidade deles. E sobre a questão se eles crescerão vacilantes ou firmes na fé. Até que os filhos conheçam a Deus, de maneira profunda e pessoal, somos a imagem e a incorporação de Deus na vida deles. Sendo pessoas confiantes, confiáveis e seguras para eles, é mais provável que eles se acheguem a Deus para tê-Lo como seu refúgio, quando as tempestades lhes sobrevierem.

Então, como podemos ter forte confiança? Antes de tudo, nós também somos crianças; vasos de barro, frágeis e quebradiços, que lutam com ansiedades e dúvidas. A melhor solução é usarmos a melhor aparência que tivermos e ocultarmos nosso verdadeiro “eu”? Na melhor das hipóteses, isso nos causará úlceras e, na pior, nos levará a uma duplicidade que desonra a Deus e repele os adolescentes. Esta não é a resposta.

Provérbios 14.26 nos oferece outra resposta: “No temor do Senhor, tem o homem forte amparo”. Isto é muito estranho. Este versículo nos diz que a solução para o medo é o temor. A solução para a timidez é o temor. A solução para a incerteza é o temor. A solução para a dúvida é o temor.

Como pode ser isto?

Parte da resposta é que o “temor do Senhor” significa temer desonrar o Senhor; e isso implica ter medo de temer aquelas coisas sobre as quais o Senhor nos prometeu ajuda para vencê-las. Em outras palavras, o temor do Senhor é um grande destruidor de temores.

Se o Senhor diz: “Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel” (Is 41.10), é algo temeroso inquietar-nos a respeito do problema sobre o qual Ele diz que nos ajudará. Temer esse problema, quando Ele diz: “Não temas, porque eu te ajudo”, é um voto de desconfiança contra a Palavra de Deus e uma grande desonra para Ele. E o temor do Senhor treme desonrar a Deus.

O Senhor diz: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. Portanto, afirmemos confiantemente: “O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hb 13.5,6.) Se o Senhor lhe diz isso, não confiar na presença e ajuda dEle, conforme nos prometeu, é um tipo de orgulho. Coloca a nossa avaliação do problema acima do próprio Deus. Esta é a razão por que lemos estas admiráveis palavras do Senhor: “Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu, para que temas o homem, que é mortal, ou o filho do homem, que não passa de erva?” (Is 51.12.) Quem é você para temer o homem, quando Deus prometeu ajudá-lo? É orgulho temer o homem. E o orgulho é oposto do temor do Senhor.

Sim, este Provérbio é verdadeiro e grande ajuda para nós. Pai, tema a Deus. Sim, tema a Deus. Tema desonrá-Lo. Tema desconfiar dEle. Tema colocar a sua avaliação do problema acima do próprio Deus. Deus afirma que pode ajudá-lo. Ele é mais sábio do que você, mais forte e mais generoso. Confie nEle. Tema não confiar nEle.

Por quê? Deus trabalha por aqueles que esperam nEle (Is 64.4). Deus resolverá o problema. Ele salvará a família. Cuidará dos pequeninos. Suprirá as necessidades de vocês. Tema desconfiar dessa promessa. Então, os seus filhos terão um refúgio. Eles terão um pai que tem firme confiança — não em si mesmo, e sim nas promessas de Deus, perante o Qual ele treme, se não confiar.


Autor: John Piper
Fonte da imagem: Google

sábado, 26 de maio de 2012

Distorcendo a Missão da Igreja



Em nossos dias, o mundanismo raramente é mencionado e, menos ainda, identificado com aquilo que ele realmente é. A própria palavra começa a soar como algo antiquado. Mundanismo é o pecado de permitir que os apetites, as ambições ou a conduta de alguém sejam moldados de acordo com os valores do mundo. "Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; mas aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 Jo 2.16,17).

Apesar disso, nos dias de hoje, presenciamos extraordinário espetáculo de programas de igreja elaborados explicitamente com o objetivo de satisfazer os desejos carnais, os apetites sensuais e o orgulho humano — "a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida". E, para satisfazerem esse apelo mundano, as atividades das igrejas vão além do que é meramente frívolo. Durante vários anos, um colega meu vem formando o que ele chamou de "arquivo de horror" — recortes falando de igrejas que estão lançando mão de inovações, a fim de evitar que seus cultos de adoração se tornem monótonos. Nos últimos cinco anos, algumas das maiores igrejas dos Estados Unidos têm se utilizado de recursos mundanos, tais como comédia "pastelão", peças cómicas entremeadas de música, exibições de luta livre e até mesmo imitações de strip-tease, para tornar um pouco mais atrativas suas reuniões dominicais. Nem um tipo de grosseria, ao que tudo indica, é ultrajante o suficiente para não ser trazida para dentro do santuário. O entretenimento está rapidamente se tornando a liturgia da igreja pragmática.

Além do mais, muitos na igreja crêem que essa é a única forma pela qual haveremos de alcançar o mundo. Por isso, dizem-nos que, se as multidões de pessoas que não frequentam as igrejas não querem ouvir pregações bíblicas, devemos dar-lhes aquilo que desejam. Centenas de igrejas têm seguido à risca essa teoria, chegando a pesquisar os incrédulos a fim de saber o que é preciso para que estes passem a frequentá-las.

Sutilmente, em vez de uma vida transformada, é a aceitação por parte do mundo e a quantidade de pessoas presentes aos cultos o que vem se tornando o alvo maior da igreja contemporânea. Pregar a Palavra e confrontar ousadamente o pecado são vistos como coisas antiquadas, meios ineficazes de se alcançar o mundo. Afinal de contas, não são essas coisas que afastam a maioria das pessoas? Por que não atraí-las para a igreja, oferecendo-lhes o que desejam, criando um ambiente confortável e amigável, nutrindo-lhes os desejos que constituem seus impulsos mais fortes? É como se, de alguma forma, conseguíssemos que elas aceitassem a Cristo, tornando-O, de algum modo, mais agradável ou tornando a mensagem dEle menos ofensiva.

Essa maneira de pensar distorce por completo a missão da igreja.

A Grande Comissão não é um manifesto de marketing. O evangelismo não requer vendedores, e, sim, profetas. É a Palavra de Deus, e não qualquer sedução mundana, que planta a semente que produz o novo nascimento (1 Pe 1.23). Nada ganharemos, senão o desprazer de Deus, se procurarmos remover o escândalo da cruz (G15.ll).


Autor: John MacArthur
Fonte da imagem: Google

Livro Recomendado: Uma Igreja Sem Propósitos



Ficha Técnica:
ISBN: 85-7325-372-X
Páginas: 240
Editora: Mundo Cristão
Autor: Jorge Henrique Barro
Tamanho: 16x23
Ano: 2004
Categoria: Teologia / Igreja


Opinião
Recentemente, recebi alguns livros emprestados. Na verdade, de início não me empolguei tanto com o título deste, mas confesso que fiquei curioso em relação ao seu título. "Como assim Uma Igreja Sem Propósitos"? Com uma clara reverência ao livro de Rick Warren, onde o autor americano, usa de propósitos para fazer uma igreja crescer numericamente, o livro vai em direção oposta usando como referência a Bíblia e as 7 cartas de Apocalipse, para mostrar como uma igreja deve fazer para crescer espiritualmente.

Sendo assim, comecei a leitura e que agradável surpresa! Um belíssimo livro, onde o autor faz uma análise da Igreja Evangélica Brasileira e seus inúmeros problemas, buscando soluções para que ela volte a sua origem e para a verdade das Escrituras, não tendo conceitos de administração como base, mas sim a Palavra de Deus: a Bíblia.

É interessante que, escrito e organizado em 2004, por seu fundamente bíblico esse livro continua sendo e será sempre atual e demonstrará vários erros que a igreja brasileira tem cometido e o que Jesus quer delas e de nós como membros.

Fiz algumas postagens com trechos deste livro, que você pode conferir abaixo. 

Finalizando: Esse livro é inteiramente indicado, não somente para líderes de igreja e pastores, mas para todos aqueles que fazem parte do corpo de Cristo, de sua Igreja. Uma bela leitura sem dúvida alguma.


Sinopse:
Os Mesmos Vícios, Dois Mil Anos Depois!
Nos últimos anos, cristãos de todo o mundo têm sido incentivados a pensar sobre novos conceitos de comunidade de fé: A “Igreja com Propósitos”, que tem em Rick Warren seu mais notável apolosgista; Christian Schwarz, idealizador do princípio conhecido como “Desenvolvimento Natural da Igreja”; e muitos outros. É notável a contribuição destes e de outros líderes na discussão da missão e da prática da Igreja, procurando discernir a razão de sua existência e cobrando mais objetividade e compromisso.

Uma igreja sem propósitos segue uma direção diferente – não no sentido da crítica ou do questionamento, mas de mostrar o outro lado da moeda. Quatro pensadores reconhecidos por seu conhecimento teológico profundo e pelo senso crítico aguçado, encabeçados por Jorge Henrique Barro, se dispõem a analisar, sem negligenciar a experiência espiritual, as mazelas da Igreja Evangélica Brasileira Contemporânea. 

Para esta tarefa, eles se reportam às sete igrejas do livro de Apocalipse, apontando as práticas bíblicas inapropriadas de cinco dessas igrejas, que levaram o própria Deus a denunciar suas fragilidades. As palavras duras do Criador continuam pertinentes e fundamentais para a avaliação das práticas das igrejas de hoje. Servem como alerta para identificar o que desagrada o Senhor e desnudar todo o tipo de motivação impura na ação ministerial. 

Polêmico, desafiador e atual: assim é Uma igreja sem propósitos. “Quem tem ouvidos, ouça!”


Posts relacionados ao livro:
- É Necessário Tomar Uma Urgente Decisão

- Forma de Escravo ou de Senhor?

- Uma Estratégia Maligna

- Os Profundos Segredos de Satanás Não Nos Importam

- Uma Igreja Florescente, Ativa e Bem Sucedida... Mas Não Aos Olhos de Cristo

- Sei Que Você Não é Frio e Nem Quente

- Uma Vida Espelhada em Cristo

- Se Você Nunca...

- Eu Também o Guardarei Na Hora da Provação


Opinião: Danilo Zanon
Mais informações: Editora Mundo Cristão

terça-feira, 22 de maio de 2012

Eu Também o Guardarei Na Hora da Provação



"Mas guardou a minha palavra e não negou o meu nome" (v.8). Obediência e compromisso são os destaques da igreja de Filadélfia. Obediência à Palavra de Jesus e compromisso que assume as consequências de honrar seu nome. Duas características que valem ouro; duas características que todo pastor sério anseia e busca em sua comunidade. Trata-se da centralidade da palavra e da centralidade de Cristo na comunidade. Jesus enfatizou que "se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos" (Jo 14:15). "Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele" (Jo 14:21). "Se vocês obedecerem aos meus mandamentos , permanecerão no meu amor, assim como tenho obedecido aos mandamentos de meu Pai e em seu amor permaneço" (Jo 15:10). Essa igreja guardava a Palavra de Jesus, o amava e era amada por Ele.

Não é sem motivos que essa igreja não recebeu nenhuma palavra de condenação e nenhuma convocação para se arrepender. Não era o caso de condená-la por sua má conduta ou atitude, porque ela guardava a Palavra de Jesus. Não era o caso de uma convocação para arrependimento, porque ela, além de guardar a Palavra, não havia trocado seu Senhor por nada. Já que não era um caso de arrependimento, era caso de quê? De ficar firme e de permanecer fiel no mesmo caminho. "Venho em breve! Retenha o que você tem, para que ninguém tome a sua coroa" (v. 12). Fique assim: alerta e fiel.

Reflita comigo sobre o que exatamente Jesus elogia. Perceba que Ele não está elogiando as atividades, os métodos, os planos, os ministérios, os pastores e líderes, as estruturas, mas essencialmente a fidelidade da igreja à Palavra e ao nome de Jesus.

"A minha palavra e o meu nome são mais importantes do que tudo para vocês". Obviamente, por inferência, as atividades da igreja estavam respaldadas pela fidelidade. Obviamente, sua liderança pastoral, seja ela qual for, tem valor aqui. Mas ninguém tem mais valor que o próprio Jesus e sua Palavra. Isso inevitavelmente me faz ver e concluir que o propósito da igreja é ser fiel à Palavra e ao nome de Jesus. Todo propósito ou atividade da igreja é secundário à luz desse propósito. Se a igreja falhar nesse propósito, falhou em tudo o mais.

A primeira pergunta que um pastor ou líder precisa fazer em relação a sua igreja e aos métodos que surgem não é se funcionam ou não, mas se são fruto da fidelidade à Palavra e à Pessoa de Jesus. Se o que a igreja faz é fruto de compromisso com a integralidade da Palavra de Deus. Com certeza, muitas metodologias utilizadas em diversas igrejas não deveriam jamais ser consideradas nem sequer utilizadas. E, sejamos honestos aqui, muitos métodos são para fazer a igreja crescer, numa tentativa desesperada de alguns pastores, na qual os fins justificam os meios. O propósito da igreja não é fazer nem fabricar propósitos, mas viver os e nos propósitos de Jesus quer para ela: obediência e compromisso.

Certo dia, em uma das aulas do professor Paul Pierson, no Fuller Theological Seminary, ele disse: "O mundo começou na região da Mesopotâmia. Ali o evangelho chegou à Europa como um movimento; ao vir para os Estados Unidos, virou um empreendimento; ao chegar ao Brasil, tornou-se um evento". Evento é uma conspiração contra a obediência e o compromisso. Compromisso, hoje, parece algo raro, assim como um item precioso na mão de um colecionador. Entendo isso como um círculo vicioso. Não temos um povo comprometido porque a Palavra e a Pessoa de Cristo não são prioridades. E não se prioriza o compromisso e a Palavra de Cristo porque o povo vai para outra igreja mais leve. Porém, quando surgem os problemas, as dificuldades e as provações, onde está a base que ajudará e dará consistência à perseverança?

"Visto que você guardou a minha palavra de exortação à perseverança, eu também o guardarei da hora da provação que está para vir sobre todo o mundo, para pôr à prova os que habitam na terra" (v. 10). Um povo fiel, que guardou a Palavra, terá a garantia de que também o próprio Cristo o guardará na hora da provação. Fidelidade à Palavra e ao nome de Jesus não é garantia de que não existirá provação. Não é garantia de que a igreja ficará isenta da provação. É garantia de que, no meio da provação, a igreja será guardada por Jesus. Virão lutas e dificuldades, mas a igreja não será desamparada. Haverá crises, dores e sofrimentos, mas ela receberá o consolo do próprio Cristo. Assim, as provações que surgirão convocarão a ação do próprio Jesus a favor dela.


Trecho retirado do livro "Uma Igreja Sem Propósitos", páginas 183 a 185 - Editora Mundo Cristão - Organizado por: Jorge Henrique Barro
Fonte da imagem: Google
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